Herbicidas aplicados em pré-emergência controlam plantas individuais e touceiras de milho voluntário RR® F2 em soja?

Autores

  • Cristiano Piasecki Doutorando no programa de fitossanidade da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). http://orcid.org/0000-0002-2868-6863
  • Mauro Antonio Rizzardi Dr. professor da Universidade de Passo Fundo.

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v15i4.497

Palavras-chave:

Glycine max, perdas na colheita, sucessão soja/milho, Zea mays

Resumo

O cultivo da soja RR® precedido por milho RR® aumentou a ocorrência de plantas voluntárias de milho interferindo na soja. Também denominadas “tigueras” ou “plantas guachas”, as voluntárias originam-se dos grãos perdidos durante a colheita do milho. As perdas ocorrem na forma de grãos individuais, que originam plantas individuais, e na forma de espigas inteiras ou em pedaços contendo vários grãos, que originarão as touceiras. O milho voluntário se não controlado interfere com a soja e reduz significativamente o rendimento de grãos, mesmo em populações inferiores a uma planta m-2. Herbicidas pré-emergentes utilizados para o controle de plantas daninhas em soja têm efeito de controle sobre o milho voluntário RR® F2, porém, poucos trabalhos demonstram sua eficiência. O objetivo do trabalho foi avaliar o controle de touceiras e plantas individuais de milho voluntário RR® de segunda geração (F2), proporcionado pela aplicação dos herbicidas chlorimuron (25 g ha-1), diclosulam (25,2 g ha-1), chlorimuron + sulfometuron (18,7 + 18,7 g ha-1), imazapic + imazapyr (78,7 + 26,2 g ha-1), clomazone (360 g ha-1) e pyroxasulfone (119 g ha-1), aplicados em pré-emergência da soja. Foram realizados dois experimentos à campo no delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições. O herbicida imazapic + imazapyr foi eficiente para o controle de touceiras, enquanto diclosulam, chlorimuron + sulfometuron e imazapic + imazapyr controlaram plantas individuais, apresentando controle superior a 80%. Embora os resultados apresentam controle do milho, o rendimento de grãos da soja reduziu em todos tratamentos quando comparados a soja livre de competição com milho, indicando a necessidade de aplicações complementares de herbicidas em pós-emergência, principalmente em altas infestações de milho.

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Biografia do Autor

Cristiano Piasecki, Doutorando no programa de fitossanidade da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Cristiano Piasecki, natural de Guarani das Missões/RS. Engenheiro Agrônomo e mestre em Agronomia pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo-RS. Atualmente é doutorando do programa de pós-graduação em fitossanidade/herbologia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas-RS.

Profissional com experiência de campo adquirida durante mais de quatro anos de trabalho em fazendas no Sul do Piauí e Maranhão, onde desempenhou atividades relacionadas com as culturas do algodão, soja, milho e arroz.

Trabalhou na área técnica da Dow AgroSciences e DuPont. Após teve uma experiência de cerca de dois anos no setor de marketing e desenvolvimento de produtos na DuPont. 

Cursou MBA em Produção Vegetal pelo Instituto Didatus, e está cursando MBA em Marketing com Ênfase em vendas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também é Técnico em Agropecuária pela Escola Estadual Técnica Guaramano.

 

Mauro Antonio Rizzardi, Dr. professor da Universidade de Passo Fundo.

Dr. em Fitotecnia pela UFRGS, atualmente professor do curso de Agronomia da Universidade de Passo Fundo (UPF).

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Publicado

2016-12-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas