Seleção de espécies bioindicadoras para o herbicida indaziflam

Autores

  • Roque Carvalho Dias Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.
  • Diego Munhoz Gomes
  • Vitor Muller Anunciato
  • Leandro Bianchi
  • Plinio Saulo Simões
  • Caio Antonio Carbonari
  • Edivaldo Domingues Velini

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v18i2.650

Palavras-chave:

Inibidor da Síntese de Parede Celular, Alquilazina

Resumo

O herbicida indaziflam apresenta atividade residual no solo e pode se tornar problema para os cultivos agrícolas, pela possibilidade de carryover em culturas sucessoras. Assim, objetivou-se selecionar potenciais espécies bioindicadoras para presença de resíduos do indaziflam no solo. Foram realizados dois experimentos em casa de vegetação, utilizando vasos de polietileno de 0,00025 m3, ambos distribuídos no delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. No primeiro experimento foram utilizadas onze espécies com potencial uso como bioindicadoras: arroz, aveia, beterraba, capim-braquiária, feijão, girassol, milho, pepino, soja, tomate e trigo submetidas à aplicação de sete doses de indaziflam (0; 6,25; 12,5; 25; 50; 75 e 100 g i.a. ha-1). em pré-emergência das culturas. No segundo experimento, cinco sub-doses (0; 0,3906; 0,7812; 1,5625 e 3,125 g i.a. ha-1) do indaziflam foram aplicadas nas espécies que não emergiram na menor dose ou concentração do herbicida no primeiro experimento. Foram avaliadas a fitointoxicação e altura de plantas (ALT) aos 3, 7, 14 e 21 dias após a emergência (DAE). Aos 21 DAE avaliou-se matéria seca de parte aérea (MSPA), de raiz (MSR) e total (MST). O aumento das doses de indaziflam provocou aumento dos sintomas de fitointoxicação e reduções nas variáveis ALT, MSPA, MSR e MST. Entre as espécies avaliadas, em monocotiledôneas na ordem: capim-braquiária, arroz, milho, trigo, aveia e em eudicotiledôneas: tomate, pepino, girassol, feijão, soja apresentam potencial para uso como bioindicadora em estudos com indaziflam. A beterraba apresentou ser extremamente sensível ao herbicida não emergindo em nenhuma das doses estudadas.

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Biografia do Autor

Roque Carvalho Dias, Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal de Viçosa (2016). Mestre em Agronomia (Proteção de Plantas), pela Faculdade de Ciências Agronômicas Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu/SP (2016). Doutorando em Agronomia (Proteção de Plantas), pela Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu (2018). Participou de intercâmbio acadêmico na Universidade de Caldas, Colômbia (2012-2012) e trainee do programa "Minnesota Agricultural Student" pela University of Minnesota (2014-2014). Têm experiência em Agronomia, com ênfase em Matologia, principalmente no manejo integrado de plantas daninhas e impactos de herbicidas no solo e planta.

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Publicado

2019-06-10

Edição

Seção

Dinâmica de herbicidas no ambiente