Alternativas de controle químico do capim-amargoso resistente ao glyphosate, com herbicidas registrados para as culturas de milho e algodão

Autores

  • Marcel Sereguin Cabral de Melo Bayer
  • Leonardo José Frinhani Noia da Rocha Universidade Federal do Espírito Santo, UFES.
  • Caio Augusto de Castro Grossi Brunharo University of California, Davis
  • Danilo Carvalho Pereira da Silva Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ - Universidade de São Paulo - USP.
  • Marcelo Nicolai Agrocon Assessoria Agronômica
  • Pedro Jacob Christoffoleti Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v16i3.556

Palavras-chave:

resistência, associações, graminicidas, pré-emergência, pós-emergência

Resumo

Nos sistemas de produção agrícolas no Brasil é comum a rotação de culturas soja, milho e/ou algodão, todas resistentes ao herbicida glyphosate; o que favorece a seleção de populações de capim-amargoso (Digitaria insularis) resistente ao glyphosate. Para as culturas de milho e algodão, pouco se sabe sobre alternativas para manejo químico para D. insularis. Dessa forma, torna-se pertinente a investigação da eficácia de herbicidas de mecanismos de ação alternativos ao glyphosate, aplicados em condições de pré e pós-emergência, para o controle do biótipo resistente de capim-amargoso (D. insularis), recomendados para as culturas do milho e algodão. O experimento foi desenvolvido em casa-de-vegetação, durante os meses de setembro a dezembro de 2014, utilizando um biótipo de D. insularis resistente ao glyphosate. O delineamento estatístico utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições. A aplicação aconteceu quando as plantas de capim amargoso estavam no estádio de 1 a 2 perfilhos e em pré-emergência com diferentes herbicidas. Os tratamentos que obtiveram melhores resultados em condições de pós-emergência da planta daninha foram os herbicidas nicosulfuron, imazapic + imazapyr, atrazine, haloxifop-methyl e tepraloxydim. Os herbicidas atrazine, isoxaflutole, S-metolachlor, clomazone, diuron e flumioxazin se apresentaram como pré-emergentes eficazes para o controle desta espécie.

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Biografia do Autor

Marcel Sereguin Cabral de Melo, Bayer

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (2009), especialização em Biologia e manejo de plantas daninhas resistentes pela ESALQ-USP (2010), Mestre em Ciências na área de Fitotecnia (2012), Doutor em Ciências na área de Fitotecnia (2016), da ESALQ-USP e atualmente é Especialista em Monitoramento de Resistência de Plantas Daninhas na Bayer

Leonardo José Frinhani Noia da Rocha, Universidade Federal do Espírito Santo, UFES.

Aluno de graduação em agronomia na Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, Brasil. Participou do programa Ciência Sem Fronteiras nos Estados Unidos em Southern Illinois University, Carbondale.

Atualmente é estagiário do laboratório de monitoramento de resistência FHI na Bayer.

 

Caio Augusto de Castro Grossi Brunharo, University of California, Davis

Engenheiro Agrônomo e Mestre em ciências, área de concentração fitotecnia, ambos pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Atualmente realiza PhD em Horticulture and Agronomy na University of California, Davis. Desde 2016 é representante discente na diretoria da Western Society of Weed Science.

Danilo Carvalho Pereira da Silva, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ - Universidade de São Paulo - USP.

Aluno de graduação em Engenharia Florestal pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ - Universidade de São Paulo - USP. Atualmente é estagiário na empresa de experimentação agrícola Agrocon.

Marcelo Nicolai, Agrocon Assessoria Agronômica

Engenheiro Agronômo pela ESALQ - Universidade de São Paulo (2001), Mestre (2005) e Doutor (2009) em Fitotecnia pela ESALQ (Universidade de São Paulo). Gerente Técnico da AGROCON ASSESSORIA AGRONÔMICA LTDA (2009-2011). Pós-Doutorando em Fitotecnia - ESALQ-USP. Tem experiência em pesquisas aplicadas ao desenvolvimento e posicionamento de defensivos agricolas, com enfase nas culturas de cana-de-açúcar, eucalipto, citrus, soja e milho.

Pedro Jacob Christoffoleti, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ - Universidade de São Paulo - USP (1981), mestrado em Agronomia, área de concentração em Fitotecnia pela ESALQ - USP (1988) e doutorado em Weed Science - Colorado State Universty - CSU (1992). Atualmente é professor associado - livre docente da Universidade de São Paulo - ESALQ - Departamento de Produção Vegetal. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando em ensino de graduação e pós-graduação, extensão e pesquisa, principalmente em temas relacionados a: biologia e manejo de plantas daninhas, resistência de plantas daninhas a herbicidas, manejo de plantas daninhas em culturas anuais e perenes, com ênfase nas culturas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Durante o período de agosto de 2014 a dezembro de 2016 atuou como presidente da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. Foi também coordenador do programa de pós-graduação em Fitotecnia da ESALQ/USP e vice presidente da Comissão de Pós-graduação da ESALQ/USP.

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Publicado

2017-09-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas