SELETIVIDADE DE HERBICIDAS PARA BATATA-DOCE

Authors

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v1i1.740

Keywords:

controle químico, fitointoxicação, Ipomoea batatas (L) Lam.

Abstract

Nas áreas maiores e de maior tecnificação do sistema de produção da batata-doce, as plantas daninhas são controladas com herbicidas. Contudo, existem apenas dois herbicidas registrados para a cultura no Brasil. Objetivou-se estudar a seletividade de diferentes herbicidas para a cultura da batata-doce, em função do genótipo e da dosagem de cada produto. Dois experimentos foram desenvolvidos em condições de campo, com as cultivares Canadense e Brazlândia Roxa, um para cada cultivar. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com 13 tratamentos e três repetições. Os tratamentos consistiram de seis herbicidas pulverizados em duas dosagens (clomazone 0,54 e 1,08 kg ha-1, flumioxazin 0,02 e 0,03 kg ha-1, linuron 0,72 e 0,99 kg ha-1, metribuzin 0,36 e 0,48 kg ha-1, oxadiazon 0,25 e 0,50 kg ha-1 e sulfentrazone 0,250 e 0,50 kg ha-1) e uma testemunha sem aplicação. Avaliações de fitointoxicação, população de plantas, comprimento da haste principal, produtividade de raízes tuberosas (descarte, comercial e total) e controle de plantas daninhas foram realizadas. A interação cultivares e tratamentos de herbicidas não foi significativa para nenhuma característica avaliada. Entre os herbicidas, sulfentrazone na maior dosagem foi o mais fitotóxico para batata-doce com notas de 40% a 44%. Todavia, nenhum dos tratamentos de herbicida afetou negativamente a produtividade de raízes tuberosas. Concluiu-se que, as cultivares Canadense e Brazlândia Roxa possuem resposta semelhante aos herbicidas testados; e os herbicidas clomazone, flumioxazin, linuron, metribuzin e oxadiazon são promissores para uso na cultura da batata-doce.

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Author Biographies

Núbia Maria Correia, Embrapa Cerrados, Brasília, DF

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), mestrado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal de Lavras (2002) e doutorado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Estadual Paulista, Câmpus de Jaboticabal (2005). De 2005 a 2014 foi docente do Departamento de Fitossanidade da UNESP, Câmpus de Jaboticabal, responsável pelas disciplinas "Matologia" (graduação em Agronomia) e "Controle químico de plantas daninhas" (Pós-graduação em Agronomia). Atualmente é pesquisadora da EMBRAPA Cerrados, sediada em Brasília, DF. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando principalmente nos seguintes temas: manejo integrado de plantas daninhas, resistência de plantas daninhas a herbicidas, seletividade de herbicidas para culturas com suporte fitossanitário insuficiente (minor crops) e integração agricultura-pecuária para formação de palha no Cerrado brasileiro.

Agnaldo Donizete Ferreira Carvalho, Embrapa Hortaliças, Brasília, DF

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (2002), mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Lavras (2004) e doutorado em Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas) pela Universidade de São Paulo (2008). Atualmente é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Embrapa Hortaliças. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Daucus carota l., genética e melhoramento de plantas, cenoura, melhoramento genético e genética quantitativa.

Published

2022-02-01

Issue

Section

Herbicide selectivity to cultivated species